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sábado, 16 de maio de 2020

Segundo Frater U.D, a prática dos sigilos, tal como cunhada por Austin Osman Spare, é uma das formas mais eficientes para convencer curiosos e praticantes sobre a eficácia da magia, justamente por sua simplicidade de execução, independência de misticismos e sistemas mais complexos.

Mas será tudo assim tão fácil?

PRACTICAL SIGIL MAGIC é um livro escrito por Frater U. D. com 140 páginas, divididas em 9 capítulos e foi publicado no ano de 2012 pela Llewellyn Publications.

Em seu primeiro capítulo, o autor nos apresenta as grandes mudanças vistas no final do século XIX  e começo do século XX, destacando a forte presença de Austin Osman Spare, sendo depois de Aleister Crowley, um dos ocultistas mais interessantes do mundo inglês. Fora este indivíduo, que seria usado como referência para grande parte das teorias envolvendo o uso dos sigilos, que a sua maneira fundamentou a base sobre a qual se apoiam muitos dos métodos de uso dessa ferramenta mágica.

Os tempos eram de florescimento de ideias sobre a psicologia humana, seu modus operandi, e personalidades que se consagrariam cada vez mais como fundamentais para o entendimento da psique do homem, tais como Freud e Jung, propagavam conceitos que influenciaram não apenas o mundo comum, mas de forma igual as mentes de ocultistas de seu tempo, transformando de maneira irreversível aquilo que seria produzido dentro do contexto esotérico vindouro. Assim, muito daquilo que era dito até então sobre como a magia funcionava, de um modo geral sua eficácia sendo atribuída a ação de espíritos, daria então lugar a teorias sobre o ID, ego e superego, consciente e subconsciente, neuroses e sincronicidades. 

A tradição mágica, por sua vez, sempre manteve em seu espaço desenhos estranhos, muitas vezes considerados rabiscos ininteligíveis pelo vulgo, que guardavam em si uma intenção própria, um objetivo pré-definido e oculto. As formas mais conhecidas, geralmente encontradas nos grimórios clássicos e presentes nos pantáculos planetários, de uma forma geral, eram produzidas a partir de métodos cabalísticos e na maioria dos casos, eram usados para a fabricação de talismãs.

A junção do clássico com o moderno então produziu o conceito de que o homem continha em si todas as potencialidades para alcançar seus próprios objetivos, sem a necessidade de atribuir a potências planetárias, espirituais, ou externas por assim dizer, a consecução de seus intentos. Os sigilos então passariam a ser fabricados não mais apenas por kameas, mas também através de fórmulas de desejos simples, e simplificadas, que uma vez absorvidas, burlariam o sistema de defesa mental do homem e tornariam seus intentos reais.

Aqui, pragmatismo é a palavra chave. Tudo deve ser feito de forma desprendida de ânsia de resultados ou mesmo crença. Fazer a coisa conforme manda a fórmula deve ser suficiente. E se a fórmula não funcionar, tente de outra maneira. Não há dogmas, não há limites, não há moral, você é seu próprio agente, medidor e guia.

Segundo U. D., baseando-se nas ideias práticas do já citado magista inglês, a magia ocidental se apoia sobre dois pilares: vontade e imaginação. Sendo assim, você precisa de não muito mais que isso para que a mágica seja feita. Seu principal  método é relativamente simples e consiste em primeiramente definir um desejo. Em seguida, faz-se necessário expressá-lo numa folha de papel em letras garrafais, por exemplo: É MEU DESEJO GANHAR O LIVRO X. Todas as letras repetidas devem ser então eliminadas, mantendo apenas a primeira: se a letra E aparece por duas ou mais vezes, elimine todas as outras, mantendo apenas uma. Deve-se então repetir este processo com todas as letras até que restem apenas um conjunto de letras que será unido, manipulado e transformado ao gosto do magista numa forma pictórica, um desenho, que será então usado para ser implantado no subconsciente através de métodos que alterem a consciência do indivíduo, produzindo um vácuo momentâneo, seja usando ilícitos, através do orgasmo ou outros, para  que assim aquela semente plantada possa germinar como advinda de algum lugar esquecido da floresta da sua mente. E pronto! Uma vez concluído todo o processo, basta continuar com a normalidade da vida.

O livro segue ainda tratando da evolução dos próprios conceitos da fabricação dos sigilos. Da relação com o Zos Kia Cultus, a IOT e Magia do Caos. De métodos outros como aqueles que usam o mesmo processo para criar mantras ou ainda acessar os aspectos animais presentes em nossa 'subconsciência biológica'. Do alfabeto do desejo, tema ainda bastante discutido nestes meios. E finaliza então fazendo uma volta as origens, tratando da fabricação dos sigilos através dos métodos tradicionais cabalísticos.

Frater U.D. mais uma vez expressa seu talento ao apresentar um livro que trata sobre um tema bastante popular, e normalmente vulgarizado, que através de sua escrita ganha os ares da fundamentação histórica, teórica e prática necessárias e esperadas por todo ocultista sério, sem com isso ser prolixo. Este livro resume e cobre as diversas formas da fabricação de sigilos, deixando claro para todos que a partir das informações contidas aqui, qualquer um terá o fundamento necessário não apenas para produzir os seus próprios, mas ainda inovar, criando métodos pessoais. Desnecessário dizer que este livro é obrigatório na biblioteca de qualquer um que a preze.

por Allan Trindade



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domingo, 2 de dezembro de 2018

Sempre pensei sobre o absurdo que era uma figura tão famosa quanto Baphomet não ter uma publicação inteira dedicada a seu nome e sua história. Eu mesmo, em um lapso de ousadia, pensei em assumir a responsabilidade de fazer esta pesquisa e, quem sabe, publicar o livro que gostaria de ler. Mas as contas não se pagam sozinhas e as responsabilidades do mundo real acabaram por me fazerem dar prioridade a outros projetos. Mas tudo bem, pensei, alguém há de preencher esta lacuna um dia.

 O LIVRO DE BAPHOMET é um livro com capa dura, escrito por Julian Vayne e Nikki Wyrd, com 223 páginas, divididas em 36 capítulos e foi publicado no ano de 2017 pela editora Penumbra.


O universo e sua origem é uma incógnita. Fruto de teorias das mais diversas, tanto no campo da ciência e especialmente no campo da religião, este lugar tão vasto e desconhecido por nós, não se permite desbravar de maneira fácil. Talvez porque, tal como o mar, seja profundo. Assim como também o é nossa mente. Tudo aquilo que é profundo, parece nos dizer a natureza, é difícil, labiríntico, inacessível pelos meios convencionais. Porém, complexo não é sinônimo de impossível e o ser humano sempre se arrisca. Neste livro tudo começa assim, bilhões de anos atrás, a gênesis das estrelas, planetas, da Terra e nós, como consequência de tudo isso. Por um segundo até pensamos que esta seria uma publicação científica ao invés de ocultista. Mas calma, há uma razão para isso.

Aqui tudo pretende mostrar-se interligado. Que a impressão de separação dentre coisas, teorias, tempo, ou o que quer que seja, são ilusões e que este próprio livro é uma teia que entrelaça as mentes dos autores e a 'terceira mente' - com seus muitos nomes genéricos e por vezes antropomorfizados -tão amalgamados aqui, que não há mais como distinguir o que é autoria de quem se não dos três.

Todo este obscurantismo característico dos fundamentos da criação, chamados por alguns de Deus, por outros de Deusa e por outros tantos de Deuses, aqui é tratado como Baphomet, mistério dos Cavaleiros do Templo, símbolo de Lévi, elemento da OTO, ferramenta da IOT e precursor da Maçonaria. Sob seu aspecto histórico, o destrinchamento começa com os Templários e as conspirações efetuadas por Filipe, o Belo, o Papa Clemente V e a condenação dos Cavaleiros a fogueira tendo como líder e maior mártir, Jacques Demolay.

A partir disso os autores nos apresentam Ordens e filosofias esotéricas que herdariam para si a tradição do uso e interpretação deste ser com cabeça de bode e corpo humano, para explicar suas próprias teorias acerca do universo e a existência. Num tempo onde ocultistas e cientistas se confundiam como sendo um mesmo, Vayne e Wyrd, tratam dos elementos históricos envolvendo figuras como Roger e Francis Bacon, Giordano Bruno, Elias Ashmole, William Harvey, Isaac Newton, o surgimento do conceito de ciência tal qual conhecemos hoje e a formação da Sociedade Real, além de outros. Com o desenvolvimento e a diferenciação dos campos, os autores passam a abordar de forma mais específica os contextos que a partir de Eliphas Levi começariam a tratar Baphomet sob diversas interpretações ocultas possíveis, sempre destacando sua relação com o obscurantismo, a associação feita com deuses pagãos antigos, a natureza e o entendimento deste signo-ser-ideia como anima mundi.

Para além dos pontos históricos, desenvolvidos e espalhados ao longo dos capítulos, alguns textos tem um caráter poético e até mesmo ético que levam o leitor a refletir sobre sua própria participação e interferência neste mundo que vivemos, as responsabilidades que temos para com todos os outros seres que nos circundam e que esta consciência de universalidade e responsabilidade ambiental está intimamente ligada ao conceito de Baphomet. Em seus últimos capítulos, a Magia do Caos é introduzida, e uma série de outras questões são abordadas. Aqui as definições de Carrol são apresentadas, o uso da Missa do Caos B, de sexo e drogas como o DMT, 5-MeO-DMT, e uma série de relatos de experiências e rituais, além de indicações de práticas de alguns deles, tais como o Ritual Gnóstico da Caosfera dentre outros.

O livro fala pouco sobre o Baphomet histórico, muito provavelmente em função do material disponível ser extremamente escasso, sendo mais especulativo que factual na maior parte dos casos. Trata com certa profundidade das possíveis origens dos Templários e toda a relação histórica que se desenvolveu a partir dali, não só em relação a ocultistas como a cientistas, dando especial ênfase a certos aspectos da ciência materialista. É uma publicação de caráter poético, filosófico, com uma inclinação a um certo senso de responsabilidade ética, tendo Baphomet como símbolo do conceito ecológico, e que em seu aspecto mágico, é voltada para praticantes da Magia do Caos. No mais, os autores escrevem muito bem. Cativam e tornam a experiência da leitura, independentemente ao assunto, bastante agradável.


por Allan Trindade





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segunda-feira, 16 de julho de 2018

A primeira impressão é a que fica. Ou ao menos assim nos diz o dito popular. Não vou discordar, já que por agir justamente desta forma, acabei por protelar a oportunidade de conhecer muitas realidades interessantes. Foi assim com a Magia do Caos. Numa época onde redes sociais basicamente se resumiam a Orkut e MSN, alguns tipos estranhos já populavam as comunidades thelêmicas e emporcalhavam os tópicos com uma série de postagens que tinham o estranho objetivo de converter, ou simplesmente, desvirtuar qualquer assunto sério que ali estivesse sendo discutido. 

Os tipos, estampados ou autodeclarados, eram dois: gnósticos e caoistas, nesta ordem de ação. Bastava um destes aparecer para eu desaparecer do assunto, afinal de contas, o diálogo era mesmo impossível com essa gente, e nossos objetivos pareciam bem distantes quando o assunto era espiritualidade.

Desenvolvi um certo preconceito. Não contra eles, pois afinal, eu os julgava por experiência, sendo assim, criara um pós conceito, um conceito com conhecimento de causa; os que se apresentavam eram sempre fanáticos ou desordeiros, se orgulhavam disso e ponto. Meu preconceito e erro foi estender as impressões que me passaram aos sistemas que diziam representar. Acreditar nisso foi o mesmo que considerar que a atitude hipócrita da maioria dos cristãos representa o que a Bíblia diz ser o Cristianismo.

Mas o estudo nos ensina que não, não necessariamente se conhece uma árvore por seus frutos, afinal de contas, maçãs podem ser fruto do pecado, envenenadas ou de ouro, sem que a macieira tenha qualquer responsabilidade nisso.

Foram anos até perceber que o Gnosticismo era muito mais rico e diverso que o comportamento que alguns coprófagos poderia limitar. O mesmo tempo até perceber que a riqueza artística e mágica de Spare e Carroll, não podia ser confundida com as sandices de gente que usava a internet para expressar seus desejos de serem malkavianos do plano virtual.

A primeira impressão pode até ser a que fica, mas é tolice se limitar a uma única impressão. A primeira impressão fica, mas é preciso permitir-se ter a experiência para ter uma segunda, terceira, ou quantas forem necessárias até perceber que os fundamentos de um sistema não são necessariamente definidos pelo comportamento de seus adeptos. Foi assim com a Magia do Caos. Que bom!

LIBER NULL E PSICONAUTA é uma publicação escrita por Peter James Carroll com 239 páginas, divididas em dois livros internos e publicado no ano de 2016 pela Penumbra Livros.


Ordem! Sim, ela existe aqui e dá a base para o curso de teorias, técnicas e rituais que o título apresenta. A IoT - Iluminados de Thanateros é uma ordem criada por Ray Sherwin e Peter Caroll, o autor desta publicação. Herdeiros mágicos do Zos Kia Cultus e da A.'. A.'., a magia da IoT é definida como prática, personalista e dedicada a experimentação. Entretanto, o autor salienta que suas práticas são destinadas a estudantes sérios, levando em consideração a potencialidade de seus rituais, e devem ser apenas praticados por aqueles que estejam em perfeitas condições de saúde.

Peter ressalta que é relativamente comum que mestres tenham inspirado adeptos a criarem Ordens e que, apesar de não ter uma história, a IoT transmite uma tradição milenar e que é constituída como território Illuminati. Sendo assim, são iluminados, mas não os mesmos da Baviera ou de qualquer outro tipo, mas de Thanateros, um amálgama dos deuses Thanatos (morte) e Eros (sexo), feito para expressar a junção de opostos para a consciência mágica como caminho, praticado por eles, e a iluminação, como finalidade de suas práticas.

Caos! Tido como sinônimo de tudo aquilo que é desordenado, sem sentido, bagunçado. Cremos ser uma interpretação possível, mas não se limite a ela, pois é certo que este entendimento pode não se adequar de todos os modos a realidade deste livro. Ou melhor, destes livros, uma vez que embora esta publicação esteja em formato único, ela comporta em si dois títulos distintos.

LIBER NULL 

é de cunho essencialmente individual e prático, sem entretanto fugir as devidas explicações didáticas. Este livro dá título para o conjunto de alguns outros libri que tem por finalidade guiar o estudante a uma série de exercícios gradativos que o tornarão apto a ingressar em outros planos de trabalho da Ordem. Há de se salientar porém, que embora o livro seja organizado para os membros ou candidatos da IoT, não há qualquer obrigação de relação com a mesma para a execução dos ritos aqui apresentados. Seus libri são:

  • Liber MMM - que discorre sobre as práticas de Controle da Mente, Magia e Sonhos.
  • Liber LUX - sobre Gnose, Evocação, Invocação, Libertação, Augoeides, Divinação e Encantamento.
  • Liber NOX - sobre Feitiçaria, O Duplo, Transmogrificação, Êxtase, Crenças Aleatórias, O Alfabeto do Desejo e O Milênio.
  • Liber AOM - sobre questões Etéricas, Transubstanciação, A Caosfera, Aeônicas e Reencarnação.


Organizado de modo a levar o estudante ao domínio de suas habilidades físicas e espirituais, seus rituais objetivam o aprimoramento e o alcance de alterações mentais induzidas, dentre elas aquele estado conhecido como Gnose, para, dentre outros, a consecução mágica de um dos elementos mais conhecidos da Magia do Caos: os Sigilos. Esta técnica, que une elementos da Magia Tradicional com aqueles desenvolvidos por Austin Osman Spare, consiste na criação de elementos gráficos que geralmente são fabricados a partir de frases com intenções mágicas. Estes desenhos tem por objetivo ocultar intentos da mente consciente, de modo a lançá-los no vácuo criado a partir destes estados alterados de consciência, tendo sua forma física destruída em seguida, para serem de todos os modos esquecidos pela mente ativa.


PSICONAUTA

Na introdução deste, Carroll salienta que apesar de todo preconceito da ciência vulgar em relação a magia, um novo olhar tem sido lançado para todo este cenário e um novo intendimento vem se dando. Interpretada como uma ferramenta de contrariedade ao materialismo, a magia aqui é pensada de modo a dar acesso aos seres humanos para aqueles aspectos inexplorados de nossa existência, sem o medo de se arriscar em experiências físicas, mentais e espirituais para objetivos específicos.

Destaca a possibilidade de aumentar o poder de rituais ao praticá-los em grupo, além de que em tais situações, as habilidades de cada um podem ser divididas e melhor exploradas de acordo com suas potencialidades. Além disso, trata ainda das interpretações que a psicologia dá para as divisões cerebrais, que considera arbitrárias, e sobre o modus operandi de ataques mágicos, seus riscos e motivos.

A partir deste ponto, elenca cinco rituais denominados os Ritos do Caos, baseados nos princípios do Xamanismo Gnóstico do Novo Aeon, destinados a tratar de situações em que os sacerdotes do Caos possam estar. Estes são: a Missa do Caos, Iniciação, Ordenação, Exorcismo e Extrema Unção.

Em seguida, discorre sobre a pouca influência que os astros têm sobre a Terra, à exceção do Sol e da Lua, criticando assim o destaque que a Astrologia dá para os outros planetas, considerando-a vaga e imprecisa. Sobre o uso de drogas em operações mágicas, as diferenças entre os materialistas, religiosos e magistas, o Caos e sua relação com a magia e a consciência, Deus, o Demônio e as mudanças ocorridas através das eras sobre a percepção destes conceitos, além de tratar sobre Armas Mágicas e demais definições filosóficas que discorrem sobre paradigmas e previsões futuras.

Nestas obras, todas as impressões externas que fazem com que que a Magia do Caos se pareça com apenas mais um sistema de feitiçaria, não se sustentam. Existe aqui uma percepção de que a consciência humana geral muda através das eras e que através de trabalhos mágicos específicos reside a possibilidade desta condução.

Liber Null e Psiconauta propõe uma visão de mundo e práticas novas para adeptos que buscam uma relação mais empírica e menos mistificada com a magia. Aqui tudo é essencialmente prático, sem entretanto fugir a conceitos tradicionais encontrados nos sistemas esotéricos ocidentais. Todo estudante aplicado nestas Ciências, perceberá que o novo aqui reside em grande parte na liberdade em que o sistema dá para se adaptar os conceitos fundamentais à sua própria maneira, sem estabelecer nenhum revés de ideal moral em função disso. O foco é mental e energético, e o senso de Arte e Ciência aqui são levados ao seu sentido mais radical, para que então a mágica se faça. Diagramação, arte e capa dura são belezas a parte que dispensam comentários.

 Post Scriptum: e se nada é verdadeiro, e tudo é permitido...permita-se tê-lo, você não vai se arrepender.

por Allan Trindade



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